04 Dezembro 2005
Viver ou morrer?
A vida é uma história mal escrita, de autor desconhecido, analfabeto e cego, cheia de incongruências e lapsos. É uma estrada esburaca que somos obrigados a percorrer enquanto a vida dá cor e luz aos olhos cegos que nos guiam pela escuridão da incerteza. Vida sem sentido, sem razão, sem porquê’s, sem rumo, sem início nem fim, sem amor ou felicidade… são apenas momentos! Momentos efémeros, escassos, levianos, vulneráveis que nos fogem como areia por entre os dedos. Tudo é ilusão, tudo é maravilhoso, tudo é supérfluo, tudo é fruto da imaginação do impossível. Um sonho por concretizar, uma vida por viver, uma pessoa por realizar, uma ideia por contar, um sentimento por demonstrar, um carinho por sentir, um amor por dar, uma historia por contar…
A morte… essa grande inevitabilidade assusta-me… ou será que é a efemeridade da vida, dos momentos, que me apavora? Não sei…
Todos os dias morre um pouco de mim, um pouco de nós, memórias perdidas na cruel maré do tempo que tudo rouba, tudo leva, tudo destrói… mas que ao mesmo tempo, se acreditarmos nisso, tudo constrói: a cada minuto que passa um pouco de mim morre, enquanto outra porção de mim nasce e renasce, num novo ser, numa nova eu, numa nova vida, num novo momento... Quantas as vezes que não quis esquecer quem fui, o que fiz, por quem lutei, por quem chorei, a quem amei mas hoje já não me lembro, é passado, morreu para e dentro de mim, perdeu-se no tempo e no espaço… Hoje sei que muitas mais foram as vezes que quis matar as memórias, apagar os sentimentos, aniquilar a vida, os sonhos, os momentos. Contudo, não consegui. Vivo, choro, morro com tudo o que vivi, chorei e matei… construo-me através do nada que sou, renasço porque morri para mim. Mas viverei para o mundo… os momentos precisam de mim para puderem ser, acontecer? Não sei… não sei que importância poderei ter para a sua realização, penso que sem mim aqui, neste tempo e espaço, tudo será como é, tudo acontecerá no memento que tiver destinado para ser… não sou assim tão importante.
"How many times
I wake up at night
Feeling so scared
So why cannot find
So why cannot find
The true love of mine?
How many times
I waited to share
This kind of feelings
But you were not there
So why cannot find
The true love of mine?"
04:50 Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
Comentários
vou ser a primeira entao... a 1a coisa k fiz foi vir ler o teu coment =) eu n th palavras miga..estavas realmente compenetrada no teu mundo d pensamentos... sinceramente n sei mm o que comentar... estará um pc pesado d+?...n m parece...tudo o k aki esta é um esboço, um espelho do que nos percorre a alma e os pensamentos. algo k tentamos apagar de nós pps...mas k fara sp parte de nós... é algo k sp nos pertencerá ker seja bom..ou menos bom.
"a cada minuto que passa um pouco de mim morre, enquanto outra porção de mim nasce e renasce, num novo ser, numa nova eu, numa nova vida, num novo momento"
Tu realmente conheces-me... Consigo-me identificar com tudo aquilo que aki descreveste. Já não sou o que era, nem serei o k sou... sou um ser em constante mudança, em constante reconhecimento de mim propria...que vive, que sofre, que sente... A cada dia k passa morre realmente um pc de cada um d nós... é o desgaste do tmp e da vida. Mas em paralelo...algo (re)nasce connosco... seja uma nova visão, uma nova perspectiva de vida...ou...um novo amor. A medida k s caminha por essa estrada esburacada a k t referiste...mt fica pa tras...mas nunca deixando de nos pertencer, fará sempre parte de nos...do k somos e do algum dia viremos a ser, pois é isso k nos torna nós próprios e nos distingue de tudo o resto...essa mesma capacidade de viver situações nossas, unicas e diferentes e sentir com a nossa pp maneira de sentir... Não sei s isto esta a fzr algum sentido. não consigo parar de escrever... Conseguiste mm avivar algo em mim. Eu acho melhor n m alongar mais...parece-me k ja esta um pc grande d+ pa coment =) torno a dzr...fikei sem palavras... deste-me uma vontade enorme d escrever! um beijo mt grande desta amiga k t adora e admira bastante.
*Blond Gotik Girl*... half death...half alive... ;)
Escrito por: blond gotik girl | 04 Dezembro 2005
"Vivo, choro, morro com tudo o que vivi, chorei e matei… construo-me através do nada que sou, renasço porque morri para mim.", adorei!! és fantástica! Devias pensar em escrever um livro, pois esprimes os teus sentimentos de forma magnifica! Tenho um amigo que trabalha numa editora e que tem um favor para cmg, se tiveres interessada contacta-me para o antonio_silva_19@hotmail.com. Ficarei á espera...Beijo
Escrito por: António Silva | 05 Dezembro 2005
Éh pá, eu aqui só vou comentar o Antonio Silva. Ó Tóoooooooino, diz-me lá quem é o teu amigo? É que eu também quero publicar um livro.
Beijocas nokinha
Escrito por: Pescas | 07 Dezembro 2005
Por favor, António Silva, contacta-me, eu sou um rapaz com talento, a precisar de ser "promovido". Acredita, o resto tenho tudo... Alguns atributos físicos, inclusivê...
é questão de falarmos...
Nokinha: Parabéns, é a primeira vez que te visito depois do re-nascimento deste blogue, mas vejo que não perdeste qualidades... A assiduidade vai aumentar, beijinho*
Escrito por: Pedro Guerreiro | 11 Dezembro 2005
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